Archive for the ‘ Música ’ Category

Derivado da Questão* entre a Avenida e o Rossio…

Há arraial Campo Pequeno! Pelo menos durante o fim-de-semana, o Circo de Feras promete ser grande entretenimento.





*A Câmara de Lisboa certamente deve ter uma explicação para o apagão desde a Avenida da Liberdade até ao Rossio. Qualquer especialista em contas de mercearia, arranjava uma dúzia de soluções para evitar que as verbas destinada à Iluminação de Natal servissem para pagar dívidas. Que tristeza!

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December Songs


Depois de apresentarem o projecto song for the new heart no Porto e em Braga, Shahryar Mazgani (voz e guitarra), o guitarrista Sérgio Mendes e o baterista Rui Luis (ambos dos Hands on Aproach) e ainda Victor Coimbra no baixo, vão estar em concerto hoje à noite no Lounge, ao Cais-do-Sodré.

Depois de os ter descoberto graças a um amigo que com eles tem trabalhado, um “ó paizinho, `bora lá”, convenceu-me. Ouçam, porque isto é bom

Mais informação de Mazgani (que falta para termos o disco cá fora?!) e dos Hands on Aproach disponível no MySpace.
Enjoy IT!

Os Mensageiros do Jazz

ENCICLOPÉDIA ILUSTRADA DO JAZZ & BLUES.
Organização de Howard Mandel, com prefácio de John Scofield
Edições Afrontamento, 2006


Da escassa informação disponível em português, esta obra destaca-se naturalmente pela profundidade e riqueza das biografias de nomes maiores da história do jazz.
Vem mesmo a calhar, esta enciclopédia, nomeadamente para dinamizar o Aqui Jazz o Fado, projecto embrionário que pretende ir às origens e casamentos de duas formas de expressão musical tão diversas…
Como gostava de ter visto o Carlos Paredes ao lado do Charlie Haden no Coliseu!


As evoluções da música popular nos séculos XX e XXI foram muitas e variadas, passando-se da utilização de instrumentos rudimentares e de estruturas melódicas simples a trabalhos mais complexos e ao recurso cada vez maior a tecnologias avançadas. No entanto, é muitas vezes possível traçar as origens da música popular ocidental a partir dos seus muitos artistas e das influências das duas correntes de música afro-americana que se desenvolveram no final do século XIX: o jazz, que saía quente do caldo urbano multicultural de Nova Orleães, e o blues, vindo das paisagens rurais desoladas do Texas e do delta do Mississipi. Estas misturas de elementos da música afro-americana com o mundo cultural e social da América pós-guerra Civil foram evoluindo gradualmente a partir das suas raizes semelhantes, vindo a constituir dois géneros musicais bastante distintos e criando bases sólidas para o surgimento de outros estilos novos.



Esta Enciclopédia proporciona um olhar profundo sobre essa música poderosa e influente, com informação detalhada sobre os artistas inovadores que ajudaram a dar forma ao jazz e ao blues à medida que os estilos foram evoluindo. Organizados por décadas, todos os capítulos abrem com um texto introdutório com a informação básica essencial. As secções «Temas & Estilos» situam a música no seu contexto cultural, histórico e social e descrevem a evolução do jazz e do blues nesse período. Seguem-se as secções biográficas sobre os «Artistas de Referência» de cada década, contendo detalhes sobre faixas emblemáticas e gravações clássicas de cada um deles. Depois, em «Artistas de A-Z», apresentam-se as histórias da vida de muitos outros músicos, vocalistas, compositores, arranjadores, chefes de orquestra e produtores importantes. A secção de referências, bastante abrangente, inclui informação sobre os instrumentos do jazz e do blues, uma extensa lista de artistas, um glossário e bibliografia complementar sugerida.

Sobre a obra, recomenda-se também este artigo de Rui Branco.

Multiculturalismo

O grande violinista Yehudi Menuhin disse uma vez que Ravi Shankar o fez descobrir sons que só conhecia em sonhos.
Só os grandes homens conseguem ser assim humildes.

Dentro de algumas semanas teremos novamente a visita de Philip Glass. Não há orçamento que aguente, livra!!!

Vem (Além de toda a solidão)

Vem
Além de toda a solidão
Perdi a luz do teu viver
Perdi o horizonte

Está bem
Prossegue lá até quereres
Mas vem depois iluminar
Um coração que sofre

Pertenço-te
Até ao fim do mar
Sou como tu
Da mesma luz
Do mesmo amar

Por isso vem
Porque me quero
Consolar
Se não está bem
Deixa-te andar a navegar

Madredeus

Happy Birthday, Mr Jones!


David Bowie, que hoje atinge a bonita idade de 60 anos, foi – na fase final enquanto Ziggy Stardust – dos primeiros responsáveis pela decoração das paredes do meu quarto de adolescente, ao lado dos Kiss, Alice Cooper, Led Zeppelin, Black Sabbath e The Who.
Também havia posters relacionados com outro tipo de sensibilidades; Enquanto os de Rock saíam da Bravo alemã, os outros dependiam da playmate do mês.

Que giro!! "A" parte ininteligível é que se calhar…

O Bernardo Sassetti com Drumming coloca no ventilador o último trabalho do músico – Unreal: Sidewalk Cartoon – para ilustrar as personagens duma história passada sabe-se lá aonde… cujo desenvolvimento é representado por ritmos de percussão – alguns ininteligíveis -, interpretados por solistas convidados sabe-se lá por quê e pelo meio ainda tem um filme de animação tipo aqueles do Vasco Granja…
A sério! É mesmo para ir ver.



Ora bem…

Na Península de Quasi-algures, numa altura em que as modas se confundem ou deixam (por isso) de ser moda, vamos conhecer Ernesto Ductilo Benito – administrador primeiro de uma fábrica de cooperação e recuperação, na região demarcada de Cidadania-a-nova. Um dia, depois de longas horas de trabalho, o bom Ernesto encontra alguns dos seus operários de fabricação em série misteriosamente empoleirados em estranhas máquinas, muito para além das laborárias, produzindo sons musicais, de nível estético apreciável, que nunca imaginara possíveis nas suas instalações.

Deste pequeno episódio, nasce-lhe o entusiasmo, a ideia e o sonho de rearmonizar o Domínio da Música – sua principal herança de família, agora convertido num reino de anarquia, onde todos os estilos musicais se (con)fundem numa enorme sarrafusca.

Inspirado pelos estudos musicais de sua bisavó Antónia, aconselhado por um sábio bruxo, Retortilho Castraz, e apoiado por um génio inventor, Mestre Ramalho Solau, Ernesto, transforma aqueles operários idiotas (pensava ele) em luminosos elementos de sciências musicais, rumo ao conturbado Domínio da Música.

Unreal – um hino ao desenvolvimento da classe de trabalhadores, artífices e operários por conta d’outrem: música; visão; imaginação; entrega; solicitação; aventura; mistério; paixão; “Indumentária”; desventura; solicitação; desenvolvimento; entrega; música; visão; delírio; falácia; zombaria e… experiências científicas na Península de Quasi-algures.


Bernardo Sassetti, 2006

Música original e arranjos Bernardo Sassetti
Intérpretes (ao vivo) Drumming, Perico Sambeat, Alexandre Frazão, José Salgueiro, Rui Rosa, Bernardo Sassetti e músicos convidados
Participação especial Beatriz Batarda
Filme/cartoon musical realizado por Filipe Alçada e Bernardo Sassetti
Animação de Filipe Alçada baseado na história original e no trabalho de fotografia e patchwork (2003/06) de Bernardo Sassetti

Dias 14-15-21-22-23 de Dezembro no Teatro São Luiz