Artes

Como desenhar um sonho February 27, 2007

Posted by António Branco Almeida in Banda Desenhada.
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La fidélité et l’espoir sont capables de vaincre tous les obstacles

“… Atravessava uma séria crise e os meus sonhos eram quase todos em tons de branco. E eram muito angustiantes. Recordo um em que me encontrava numa espécie de torre constituída por rampas sucessivas. Folhas mortas caíam e cobriam tudo. A dada altura, numa espécie de alcova de uma brancura imaculada, aparecia um esqueleto todo branco que tentava apanhar-me. E nesse instante, à minha volta, o mundo tornou-se branco, branco. E eu punha-me em fuga, uma fuga desvairada…”

“Eu utilizo a lógica do sonho ou a sua aparente falta de lógica. Os sonhos são vagos e de tal modo fluidos que é difícil desenhá-los; quando lhes queremos dar forma, esta torna-se difusa. Para isso, é necessário reconstrui-los.”


“Entretiens avec Hergé”, de Numa Sadoul – Editions Casterman, 1958

Mon rêve? Célébrer le centenaire de la naissance de Hergé a Bruxelles au 22 Mai, aussi le jour de mon anniversaire. Allez!

Et l’aventure commence… January 10, 2007

Posted by António Branco Almeida in Banda Desenhada.
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No Outono de 1925, Hergé começa a trabalhar no jornal Le Vingtième Siècle, interrompendo a colaboração para cumprir o serviço militar nos dois anos seguintes.

No dia 1 de Novembro de 1928 sai o primeiro número do suplemento juvenil do jornalLe Petit Vingtième coordenado por Hergé. Com argumento de um dos redactores do jornal, Hergé desenha Les Aventures de Flup, Nénesse, Poussette et Cochonet .

No dia 10 de Janeiro de 1929, inicia-se no Le Petit Vingtième (nº 11) Tintin au pays des Soviets, a primeira de inúmeras aventuras do jovem repórter.

Hergé devint assez vite très polyvalent au sein du XXème siècle, s’occupant de la mise en page, des illustrations et du lettrage. Le directeur, voulant élargir l’audience du journal, décida de créer un supplément destiné aux jeunes. Il se tourna, tout bonnement vers Hergé qui allait se fiancer avec Germaine Kieckens, sa secrétaire. Le 1er novembre 1928, le premier numéro du Petit Vingtième paraissait. La responsabilité du nouveau journal était confiée à Hergé.

Il commença par illustrer les séries paraissant dans le Petit Vingtième, mais vite lassé, il décida de lancer sa propre série. Il reprit ses planches de Totor, en changeant quelques lettres au nom du héros et en lui donnant un nouveau métier : journaliste. Il lui ajoute une houppette et un fox terrier : Milou.
Ayant lu les B.D américaines Bringin up father, Katzenjammer kids et Krazy Cat, Hergé décide de lancer une véritable bande dessinée où dessins et paroles des personnages sont liés.
Tintin apparaît donc pour la première fois le 10 janvier 1929 dans Le Petit Vingtième. Le jeune reporter va partir en voyage au pays des bolcheviques… Hergé livrait deux planches par semaine, sans imaginer les suites que la série aura assez vite.

O menino António October 31, 2006

Posted by António Branco Almeida in Banda Desenhada.
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Melhor Álbum – Salazar, agora na hora da sua morte
Autores: Miguel Rocha (desenho), João Paulo Cotrim (argumento)
Editora: Parceria A.M.Pereira

Melhor argumento de autor português
Argumentista: João Paulo Cotrim
Obra: Salazar, agora na hora da sua morte

Melhor desenho de autor português
Desenhador: Miguel Rocha
Obra: Salazar, agora na hora da sua morte

Sobre este álbum de banda desenhada super-premiado, recomenda-se a posta do Pedro Vieira de Moura, no LerBD.
A lista dos outros trabalhos premiados está no Beco das Imagens

Para melhor perceber esta biografia sobre António de Oliveira Salazar, as visitas aqui, aqui e aqui são absolutamente obrigatórias.

Grande vencedor do FIBDA 2006, este ambicioso álbum resulta em grande parte do virtuosismo de Miguel Rocha.

As ilustrações difusas caracterizam bem a figura histórica do menino António, que brinca com a estátua de D. José no Terreiro do Paço.

A descrição da vida do Salazar absurdo e obsessivo – nas palavras de João Cotrim – que fez de Portugal muito daquilo que ainda é hoje, é tudo menos uma abordagem superficial desta figura histórica; É um documento interessantíssimo e bem fundamentado, que requereu aos autores um grande trabalho de pesquisa, bem patente nas colagens, muito bem conseguidas. Parabéns à editora!
Chega de adjectivar. Time to read!

clique nas imagens para ampliar


«É um olhar que respeita a personagem, um ditador algo absurdo que é o resultado de um determinado momento histórico», que pretende «humanizar a figura de Salazar, para o tirar da categoria dos mitos, porque foi uma figura histórica num tempo histórico».
«É altura de o matar de vez e de o colocar no seu lugar histórico, porque a sensação que dá é que ainda não estamos reconciliados com o passado»
João Paulo Cotrim

Ao nível gráfico, o livro foi totalmente desenhado no computador, com infografias, colagens e montagens, recorrendo a fotografias e recortes de jornais.

A imagem que atravessa todo o livro é feita ainda de traços esfumados, desfocados, em tons monocromáticos e sombrios, com preto, branco e ocre, e com uma unidade gráfica que ajuda a definir a imagem de Salazar

Miguel Rocha

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