Archive for April, 2007

mas qual pressão, carago?


Depois de os outros terem encostado no Bessa, a pressão de vencer o derby era igual para o meu Sporting e para eles. Pressão com a qual, diga-se de passagem, o levezinho soube lidar muito bem! Só que, depois de um início meteórico, o empate soube naturalmente a pouco..

Eu queria mesmo era ganhar na Luz! Ficar a 1 ponto do líder teria como finalidade única consolidar o segundo lugar. Pressão?! Os outros sabem muito bem lidar com isso.
A ilusão de ser campeão não passa disso mesmo.

Para o Presidente do Sporting, o lugar natural do clube este ano seria o terceiro. Esperemos que a equipa saiba contrariar o seu realismo, nos 3 jogos que faltam.

Homens livres – Mstislav Rostropovich (1927-2007)

Rostropovich plays the Prelude from Bach’s Cello Suite No. 1

25 de Abril, sempre… desde que dê para ir à praia!

Por acaso, hoje não esteve mau. A partir das 3 chegou o vento e então ficou desagradável; Entretanto, deu para ler no Editorial do Dn:
Para honrar a memória basta acabar com a maldição do último capítulo. E isso não se consegue considerando um escândalo fascista a moda de evocar Salazar, nem vendo como essencial à democracia o tradicional desfile pela Avenida da Liberdade. Basta acabar com a desorganização na educação e fazer com que os professores concluam os programas curriculares e ensinem aos alunos a história recente do País. Essa devia ser a maior herança do 25 de Abril.

Pois. Não sei que história lhe contaram, mas pelos vistos o Libertário não percebeu que desde o início da década de setenta se sabia que a ditadura cairia de madura e que o fim do isolamento estava próximo
Se o MFA fosse composto por gente mais culta, mais viajada, em lugar de ter simplesmente fechado a porta do Regime sem abrir convenientemente a da Democracia, sem estimular a necessária abertura de horizontes que atenuasse os desvarios de que fomos vítimas, pelo menos até à entrada para a UE…
Não seria Portugal mais competitivo se entretanto não tivesse havido nacionalizações? Não seríamos melhor qualificados se as sucessivas Reformas não tivessem acabado com o ensino politécnico, ao invés de termos uma enormidade de recém-licenciados no desemprego?
Percebe o que é um facto histórico? Mas se quiser continuar agarrado aos dogmas, be my guest.

Postais de Lisboa – Rossio

Menino António cumpre o ritual de dar milho aos pombos.
Em criança, a gente presta-se a cada coisa…!

Autor desconhecido, 1962

Fado em Si bemol

Quarta-feira passada, o B Flat Jazz Club fez 11 anos. De parabéns, o António Ferro, que tive o prazer de conhecer. Quando ele disse que tinha uma raridade da Amália – um disco gravado na Broadway(!), liguei de imediato ao Jorge, que desmoralizou o António, coitado; Aquilo foi gravado em Lisboa, com músicos da GNR… e direcção de um americano. Pois!

Para abrilhantar a festa, tocaram os Fado em Si bemol, um nome que encaixa perfeitamente no espírito do blog. O quinteto, que apresentou quase duas dúzias de standards e tem em preparação um disco de originais, é composto por:
Miguel Silva, guitarra portuguesa – Paulo Gonçalves, viola – Pedro Silva, contrabaixo – Paulo Coelho, percussão – Pedro Matos, voz.
A produção do grupo é de Adalberto Ribeiro, a quem prometi ajudar a trazê-los a uma visita à Capital do Império. A ber bamos…

Diz que é uma espécie de obra-prima

Na Primavera de 1959, Miles Davis no trompete, Cannonball Adderley e John Coltrane no saxofone, Bill Evans no piano, Paul Chambers no baixo e Jimmy Cobb na bateria reinventaram o jazz!

Menos é Mais
A espontaneidade de tocar duas ou três notas, obtendo o mesmo efeito melódico que as oito das progressões elaboradas, abria lugar ao improviso… e ao bebop.

Kind Of Blue é, talvez, O disco de jazz!

Para ouvir os samples, clicar aqui.

boa música, mau cinema


Decidi-me ontem pela fita Anjos Exterminadores, em exibição no King. Um filme sobre o prazer das mulheres suscita sempre curiosidade, mas este revela-se freudianamente claustrofóbico, particularmente nas cenas de sexo explícito em que o realizador deixa as jovens em roda livre, numa espiral de prazer com consequências imprevisíveis.
Nada que não se consiga com uma webcam, afinal. Para esquecer, este filme de sexo… fraco.
Para esquecer também a sala, com o sonoro da sala ao lado a interferir nos gemidos das belles jeunes…

De positivo, valeu chegar cedo, pois ainda deu para espreitar o novo MM Café do renovado Teatro Maria Matos e ouvir 50 minutos de jazz. A Bárbara Lagido é boa onda e ontem teve um convidado que toca violino. Vale a pena uma visita.