Archive for July, 2005

aaaaiiii.. ai.. ai.. aaaiii…

Vou levar-te para casa – tomar conta de ti dar-te um bom banho, vestir-te um pijama e.. Fazer-te uma papinha, meter-te na caminha Ler-te uma historinha e deixar-te bem calminha Ouve bem: Preciso de alguém do meu lado Que me dê um bom dia com um sorriso bem rasgado Amor pela manhã, pela tarde e pelo fim do dia Mais um pouco quando sonho era o que eu queria Não é preciso muito, é muito simples na verdade Só quero amor bom, carinho, solidariedade Faz-me rir e eu prometo que não te faço chorar Trata bem de mim e eu bem de ti vou tratar Olá nina, quero tratar de ti Dar-te este mundo e o outro tenho tudo aqui Chega só um pouco perto de mim Acredita que nunca me senti assim Trata-me bem – eu juro que suo sangue por ti Faz a coisa certa como o Spike Lee Podes usar e abusar tipo brinquedo favorito Mas tem cuidado, por favor, não o deixes partido.. Dou-te tudo o que puder, tudo o que tiver O que não tiver tiro aos deuses para a minha mulher! Roubamos um foguete, vamos dar uma volta até à Lua Escrevo um livro pelo caminho com a alma toda nua Procriamos como coelhos e quando nos derem pelos joelhos Procriamos mais um pouco porque eu adoro fedelhos Escrevo o teu nome no meu corpo para toda a gente ver Bem piroso e lamechas, como o amor deve ser.. verdadeiro!!! Olá nina, quero tratar de ti Dar-te um mundo e o outro tenho tudo aqui Chega só um pouco perto de mim Acredita que nunca me senti assim Gostas de filmes? Podíamos fazer um bem privado… Eu escrevo, realizo e actuo do teu lado Podes ser a minha estrela, vou-te dar um bom papel Pouca palavra, muita acção, acredita que é mel Nasceste para isto, tá tudo previsto Por isso insisto e não resisto a dar-te mais um pouco disto Amor puro, fresco como a brisa do mar Tenho montes dele guardado, e tá quase a estragar Envelheço ao teu lado, eu bem gordo tu bem magra Acabamos com o stock nacional de Viagra Faz-me rir e eu prometo que não te faço chorar Trata bem de mim e eu bem de ti vou tratar Olá nina, chega (aqui)ao pé de mim Deixa-me dar-te o que tu mereces Tu és a resposta para as minhas preces Senta-te aqui vou-te cantar um som Doce como tu, como um bombom Olá, nina quero tratar de ti Dar-te um mundo e o outro tenho tudo aqui Chega só um pouco perto de mim Acredita que nunca me senti assim..

Lisboa, 250 anos depois – I

Lisboa, cidade a que João Brandão, um dos primeiros olissipógrafos, chamava, em finais do século XVI, a “flor de todas as flores”, merece que o Prof. Carmona Rodrigues assuma a responsabilidade mais elevada pelos destinos do Município. Será essa a maneira de escapar com seriedade e eficácia ao terramoto das demagogias, neste ano em que se comemoram dois séculos e meio decorridos sobre 1755…

Vasco Graça Moura

Na crónica semanal do passado dia 13 no DN, com o título Os Trabalhos de Carmona,VGM fez-me sorrir.

Tem três adversários que não lhe darão tréguas, mas que, por isso mesmo, lhe permitirão mostrar quanto vale e porquê.
Refere a inteligência e energia de Maria José Nogueira Pinto e o mérito do seu trabalho na Misericórdia de Lisboa, mas chama a atenção para a inutilidade do voto na candidata;
Quanto a Ruben de Carvalho, destaca o mérito de organizador das Festas do Avante;
Menciona ainda o lado Ribeiro Teles do candidato Sá Fernandes.
Finaliza afirmando que Carmona tem não só as qualidades dos seus adversários, mas ainda um prestígio e credibilidade reconhecidos por toda a gente.
Ora, o que de facto me fez sorrir, foi a completa e deliberada ausência de Carrilho sua na apreciação. Porque será?


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Em matéria de Protecção Civil, a candidatura de Carmona Rodrigues propõe:

– Um Observatório para avaliação de riscos e vulnerabilidades
– Actualizar o Plano Municipal de Emergência
– Manual Municipal de Protecção Civil a distribuir por todas as famílias de Lisboa
– Melhorar a articulação e reforçar a operacionalidade entre as 3 estruturas: Polícia Municipal, Regimento de Sapadores Bombeiros e Departamento de Protecção Civil
– Núcleos para elaboração de planos de emergência – por freguesia e tipo de risco
– Acções de sensibilização, tendo em vista os comportamentos de segurança face aos diversos tipos de risco
– Plataforma de Apoio Logístico para Grandes Operações de Protecção Civil

Naturalmente que as acções não se esgotam nos Programas; Ainda assim, porque Lisboa – mais que uma Câmara, é uma capital europeia – deveria merecer alguma referência específica a medidas face a atentados terroristas.
Exemplo: promover novos comportamentos à população – residente e flutuante – com informação útil nos paineis electrónicos – que Carrilho considera desperdício de fundos..

Reminder

Comprar bilhetes para os concertos no Pavilhão Atlântico,
em Outubro, Novembro
e Fevereiro

Dá-me música..

Princípio da relatividade

Este senhor faria hoje duzentos anos!
Quanta juventude, quando comparado com este senhor!

Dito de outro modo:
O pensamento de Alexis de Tocqueville, autor de A Democracia na América (1835), assume hoje verdadeiramente o papel de um homem novo, capaz de expôr as diversas formas de despotismo que os homens velhos como Mário Soares encarnam.
Haverá alguém com moral para lhe dizer isto?

Postais (com alma) da Invicta

Ribeira do Porto

Ó noite, porque hás-de vir sempre molhada!
Porque não vens de olhos enxutos
e não despes as mãos
de mágoas e de lutos!

Poque hás-de vir semimorta,
com ar macerado e de bruxedo,
e não despes os ritos, o cansaço,
e as lágrimas e os mitos e o medo!

Porque não vens natural
Como um corpo sadio que se entrega,
e não destranças os cabelos,
e não nimbas de luz a tua treva!

Poque hás-de vir com a cor da morte
– se a morte já temos nós!
Porque adormeces os gestos,
porque entristeces os versos,
e nos quebras os membros e a voz!

Porque é que vens adorada
por uma longa procissão de velas,
se eu estou à tua espera em cada estrada,
nu, inteiramente nu,
sem mistérios, sem luas e sem estrelas!

Ó noite eterna e velada,
senhora da tristeza, sê alegria!
Vem de outra maneira ou vai-te embora,
e deixa romper o dia!

Eugénio de Andrade

Detalhe da Ribeira
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Esclarecimento

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Refracção atenuada.. no ponto x

O que há em mim é sobretudo cansaço –
Não disto nem daquilo,
Nem sequer de tudo ou de nada:
Cansaço assim mesmo, ele mesmo,
Cansaço.

A subtileza das sensações inúteis,
As paixões violentas por coisa nenhuma,
Os amores intensos por o suposto em alguém,
Essas coisas todas –
Essas e o que falta nelas eternamente -;
Tudo isso faz um cansaço,
Este cansaço,
Cansaço.

Há sem dúvida quem ame o infinito,
Há sem dúvida quem deseje o impossível,
Há sem dúvida quem não queira nada –
Três tipos de idealistas, e eu nenhum deles:
Porque eu amo infinitamente o finito,
Porque eu desejo impossivelmente o possível,
Porque quero tudo, ou um pouco mais, se puder ser,
Ou até se não puder ser…

E o resultado?
Para eles a vida vivida ou sonhada,
Para eles o sonho sonhado ou vivido,
Para eles a média entre tudo e nada, isto é, isto…
Para mim só um grande, um profundo,
E, ah com que felicidade infecundo, cansaço,
Um supremíssimo cansaço,
Íssimo, íssimo, íssimo,
Cansaço…

Álvaro de Campos