Archive for May, 2004

Os trânsitos de Vénus dos séculos XVII e XVIII

Trânsito de 1639



William Crabtree (1610–1644) observando o Trânsito de Vénus em 1639.

Trânsito de 1769



Quadro de William Hodges (1744-1797) pintado cerca de 1774, próximo de um dos locais de observação.

A Royal Society organizou uma expedição ao Taiti, comandada por James Cook, que foi bem sucedida na observação do fenómeno, como revela o explorador no seu Jornal de Bordo:

«O dia revelou-se ser tão favorável ao nosso propósito como poderíamos desejar; nem uma nuvem foi avistada todo o dia, e o ar estava perfeitamente limpo; de tal modo que tivemos toda a vantagem na observação de toda a passagem do planeta Vénus sobre o disco solar. Vimos distintamente uma atmosfera, ou sombra escura, em torno do corpo do planeta, que perturbou os tempos dos contactos, em particular os dois internos. Esteve quase calmo todo o dia e o termómetro, exposto ao sol pelo meio dia, ascendeu a um grau de calor que ainda não tínhamos encontrado.»

Tentar observar o fenómeno, no próximo dia 8!

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Esperança


Tantas formas revestes, e nenhuma

Me satisfaz!

Vens às vezes no amor, e quase te acredito.

Mas todo o amor é um grito

Desesperado

Que ouve apenas o eco…

Peco

Por absurdo humano:

Quero não sei que cálice profano

Cheio dum vinho herético e sagrado.

Miguel Torga

música do (melhor) mundo

“Ravi Shankar is the Godfather of World Music”

(George Harrison)

Nascido em Benares, Índia, em 1920, Ravi Shankar começou aos 19 anos a estudar sitar com o virtuoso Ali Akbar Kahn, seu guia espiritual e professor de música.

A sua colaboração com o grande violinista Yehudi Menuhin na década de 50, foi um dos mais celebrados encontros entre culturas distintas, de todos os tempos.

A participação de Shankar na canção Within You Without You, do álbum Sargent Pepper’s dos Beatles, foi o início da sua popularidade no ocidente.

Ravi Shankar também participou no Festival de Woodstock em 1969, e patrocinou o concerto de beneficiência pelos refugiados de guerra do Bangladesh, em 1971.

Shankar foi nomeado para os Oscares pela banda sonora de Gandhi.



Shankar escreveu dois concertos para sitar e orquestra, e que estão no primeiro cd desta colectânea da EMI CLASSICS – ref.7243.

O primeiro, composição escrita com o virtuoso Yehudi Menuhin e gravado em 1968, é notável!

O segundo, de 1976, gravado com a London Symphony Orchestra, conduzida por André Previn, é o meu favorito!

Uma obra-prima celestial.

Shankar teve ainda tempo para ser pai da menina Norah Jones!

Embora já nos tenha visitado – pelo menos duas vezes na Gulbenkian, tive oportunidade de vê-lo em Abril de 93 no Pavilhão Carlos Lopes, junto ao local onde está instalada a Feira do Livro, e para onde vou agora!

Le Petit Prince – Antoine de Saint-Exupery

CHAPITRE IX

Je crois qu’il profita, pour son évasion, d’une migration d’oiseaux sauvages.

Au matin du départ il mit sa planète bien en ordre. Il ramona soigneusement ses volcans en activité. Il possédait deux volcans en activité.

Et c’était bien commode pour faire chauffer le petit déjeuner du matin.

Il possédait aussi un volcan étent. Mais, comme il disait, “On ne sais jamais!” Il ramona donc également le volcan éteint.

S’ils sont bien ramonés, les volcans brûlent doucement et régulièrement, sans éruptions. les éruptions volcaniques sont comme des feux de cheminée.

Evidemment sur notre terre nous sommes beaucoup trop petits pour ramoner nos volcans.

C’est pourquoi ils nous causent tant d’ennuis.

Le petit prince arracha aussi, avec un peu de mélancolie, les dernières pousses de baobabs.

Il croyait ne plus jamais devoir revenir. Mais tout ces travaux familiers lui parurent, ce matin-là, extrèmement doux.

Et, quand il arrosa une dernière fois la fleur, et se prépara à la mettre à l’abri sous son globe, il se découvrit l’envie de pleurer.

-Adieu, dit-il à la fleur.

Mais elle ne lui répondit pas.

-Adieu, répéta-t-il.

La fleur toussa. Mais ce n’était pas à cause de son rhume.

-J’ai été sotte, lui dit-elle enfin. Je te demande pardon. Tâche d’être heureux.

Il fut surpris par l’absence de reproches. Il restait là tout déconcentré, le globe en l’air. Il ne comprennait pas cette douceur calme.

-Mais oui, je t’aime, lui dit la fleur. Tu n’en a rien su, par ma faute. Cela n’a aucune importance. Mais tu as été aussi sot que moi. Tâche d’être heureux… Laisse ce globe tranquille. Je n’en veux plus.

-Mais le vent…

-Je ne suis pas si enrhumée que ça… L’air frais de la nuit me fera du bien. Je suis une fleur.

-Mais les bêtes…

-Il faut bien que je supporte deux ou trois chenilles si je veux connaître les papillons. Il paraît que c’est tellement beau. Sinon qui me rendra visite? Tu seras loin, toi. Quant aux grosses bêtes, je ne crains rien. J’ai mes griffes.

Et elle montrait naivement ses quatre épines. Puis elle ajouta:

-Ne traîne pas comme ça, c’est agaçant. Tu as décidé de partir. Va-t’en.

Car elle ne voulait pas qu’il la vît pleurer. C’était une fleur tellement orgueilleuse…

just for fun!

não sou pessoa de caluniar outrem..

..mas era capaz de jurar que o senhor estava embriagado!

A seguir ao vergonhoso jogo que a Selecção Nacional fez ontem no primeiro jogo do Campeonato da Europa de Sub-21 contra a Suécia, ao ver as declarações que Gilberto Madaíl, Presidente da Federação Portuguesa de Futebol prestou à RTP, as suspeitas iam-se acentuando à medida que as declarações se sucediam.

Por três ou quatro vezes o homem entaramelou a voz, disso estou certo.

Digam-me se fui só eu que fiquei com os olhos trocados!


ainda que possa perder um pouco de brilho..

Uma vela nada tem a perder se acender outra vela!