Archive for April, 2004

Le Petit Prince – Antoine de Saint-Exupery

CHAPITRE VI

Ah! petit prince, j’ai compris, peu à peu, ainsi, ta petite vie mélancolique. Tu n’avais eu longtemps pour ta distraction que la douceur des couchers du soleil. J’ai appris ce détail nouveau, le quatrième jour au matin, quand tu m’as dit:

-J’aime bien les couchers de soleil. Allons voir un coucher de soleil…

-Mais il faut attendre…

-Attendre quoi?

-Attendre que le soleil se couche.

Tu as eu l’air très surpris d’abord, et puis tu as ri de toi-même. Et tu m’as dit:

-Je me crois toujours chez moi!

En effet. Quand il est midi aux Etats-Unis, le soleil, tout le monde sait, se couche sur la France. Il suffirait de pouvoir aller en France en une minute pour assister au coucher de soleil. Malheureusement la France est bien trop éloignée. Mais, sur ta si petite planète, il te suffirait de tirer ta chaise de quelques pas. Et tu regardais le crépuscule chaque fois que tu le désirais…

-Un jour, j’ai vu le soleil se coucher quarrante-trois fois!

Et un peu plus tard tu ajoutais:

-Tu sais… quand on est tellement triste on aime les couchers de soleil…

-Le jour des quarante-trois fois tu étais donc tellement triste? Mais le petit prince ne répontit pas.

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Domingo, dia 2 de Maio, é o dia da Mãe!

É bonito, mas seria bom que neste dia pensássemos um bocadinho nos meninos que, um pouco por todo o mundo, por via das guerras, da fome, das doenças, perderam as suas mães.

Não lhes vão entregar desenhos bonitos, nem chocolates, nem flores!

A Uefa e o Comité Internacional da Cruz Vermelha, simbolicamente, têm uma campanha de sensibilização da opinião pública mundial, a propósito do Euro 2004.

Nós somos solidários!

a despropósito do Rock in Rio

Se tivesse possibilidade, era capaz de tentar ver alguns destes espectáculos!

2 de Julho, Faithless

3 de Julho, Alicia Keys

4 de Julho, Cheap Trick / Deep Purple / Status Quo

5 de Julho, Korn

6 de Julho, BB King

7 de Julho, Phil Collins

8 de Julho, The Corrs

10 de Julho, Sean Paul

… e há mais!

Grandes férias!!!

conversa interior

Pergunto-me porque quando abro alguns blogues começo a ouvir música.

Provavelmente pretende-se proporcionar uma navegação mais agradável!

Parto do princípio de que quem coloca música numa página, em primeiro lugar, gosta da música que coloca e a quer partilhar com os outros.

Aqui começa o problema.

É que normalmente a música é a mesma e os posts vão variando de conteúdo.

Mas pode ser somente uma forma de assinatura, e aí faz sentido.

Só pode!, pois a música, porque não é uma forma de linguagem associada ao pensamento do autor, não pode reflectir aquela pessoa.

Mas, mesmo sabendo que não conheço a pessoa, isso acontece.

Claro que posso retirar o som enquanto leio, mas aquilo que se trata é de um input.

Que eu posso rejeitar. Ok!

Por exemplo, se me apetecer ler uma revista ou o jornal enquanto ouço música, ou vice-versa, escolho a música de acordo com o estado de espírito do momento.

A verdade é que dificilmente acontece colocar um disco ao acaso!

Mas isso já é outra história!

porquê iluminado

Recebi um mensagem por correio electrónico, à qual vou responder aqui:

Caro Iluminado

li um comentário seu e dei uma olhadela rápida no seu blog

fiquei curioso quanto ao nome que utiliza

porque Iluminado?

iluminado de iluminista?

iluminado como estando fora da caverna de Platão?

É apenas uma curiosidade mas se quiser dispender um pouco do seu tempo a satisfazê-la, eu agradeço.


Hugo Garcia

Caro Hugo,

Obrigado pela sua cortesia e curiosidade.

Iluminado, luminoso, luminescente, são termos que me são caros, por diversas ordens de razão.

Como facilmente constatará, o Luminescências está ainda num estado incipiente.

Parte de um conjunto de simplicidades que constituem as minhas sensações, que gradualmente vou partilhando, à medida que me vou familiarizando com esta comunidade, com pessoas e ideias com as quais me identifico – na poesia, na pintura, na música, na filosofia, nas matemáticas, no pensamento político.

E nas brincadeiras.

Bebo dos pensadores do Século da Luzes, daí ter surgido o Luminescências.

Iluminado é uma forma despretensiosa de me se sentir próximo de Descartes, de Rousseau, Newton.

Não me importa a reflexão sobre a fronteira entre a ética e a moral.

Somos todos livres-pensadores.

Luminosidades pareceu-me um termo simpático de apelidar as pessoas – cujos textos ou impressões de algum modo possam constituir pontos de contacto ou mesmo servir de ponto de partida para a abordagem de outros ângulos, tendo por base um pouco da minha forma de estar e de pensar.

Isto não tem nada de subterrâneo, como decorre da segunda parte da sua pergunta.

Acredito à partida, que por detrás de cada página está alguém com luz interior que, por via de um texto ou um comentário, certamente vai iluminar o espaço aparentemente feito de sombras que é a blogosfera.

Saudações.

paixão

Começou então a última tortura…

Num grande esforço, procurei ainda esquecer-me do que descobrira – esconder a cabeça debaixo dos lençóis como as crianças, com medo dos ladrões, nas noites de inverno.

Ao entrelaçá-la, hoje, debatia-me em êxtases tão profundos, mordia-a tão sofregamente, que ela uma vez se me queixou.

Com efeito, sabê-la possuída por outro amante – se me fazia sofrer na alma, só me excitava, só me contorcia nos desejos…

Sim! sim! – aquele corpo esplêndido, triunfal, dava-se a três homens – três machos que se estiraçavam sobre ele, a possuí-lo, a sugá-lo!… Três? Quem sabia se uma multidão?… E ao mesmo tempo que esta ideia me despedaçava, vinha-me um desejo perverso de que assim fosse…

Ao estrebuchá-la agora, em verdade, era como se, em beijos monstruosos, eu possuísse também todos os corpos masculinos que resvalavam pelo seu.

A minha ânsia convertera-se em achar na sua carne uma mordedura, uma escoriação de amor, qualquer rastro de outro amante…

E um dia de triunfo, finalmente, descobri-lhe no seio esquerdo uma grande nódoa negra… Num ímpeto, numa fúria, colei a minha boca a essa mancha – chupando-a, trincando-a, dilacerando-a…

Marta, porém, não gritou. Era muito natural que gritasse com a minha violência, pois a boca ficara-me até sabendo a sangue. Mas o certo é que não teve um queixume. Nem mesmo parecera notar essa carícia brutal…

De modo que, depois de ela sair, eu não pude recordar-me do meu beijo de fogo – foi-me impossível relembrá-lo numa estranha dúvida…

Ai, quanto eu não daria por conhecer o seu outro amante… os seus outros amantes…

Se ela me contasse os seus amores livremente, sinceramente, se eu não ignorasse as suas horas – todo o meu ciúme desapareceria, não teria razão de existir.

Com efeito, se ela não se ocultasse de mim, se apenas se ocultasse dos outros, eu seria o primeiro. Logo, só me poderia envaidecer; de forma alguma me poderia revoltar em orgulho. Porque a verdade era essa, atingira: todo o meu sofrimento provinha apenas do meu orgulho ferido.

Não, não me enganara outrora, ao pensar que nada me angustiaria por a minha amante se entregar a outros. Unicamente era necessário que ela me contasse os seus amores, os seus espasmos até.

O meu orgulho só não admitia segredos. E em Marta era tudo mistério. Daí a minha angústia – daí o meu ciúme.

Muita vez – julgo, diligenciei fazer-lhe compreender isto mesmo, evidenciar-lhe a minha forma de sentir, a ver se provocava uma confissão inteira da sua parte, cessando assim o meu martírio. Ela, porém, ou nunca me percebeu, ou era resumido o seu afeto para tamanha prova de amor.

In «A Confissão de Lúcio» de Mário de Sá carneiro

o que dizer

de um disco que tenho ouvido durante mais de metade da minha vida?

de um dos grandes compositores contemporâneos?

da voz de Jon Anderson em So Long Ago, So Clear?

e da voz da Vana Veroutis?

que mais posso dizer sobre Heaven and Hell de Vangelis?

que é luminoso!