Archive for March, 2004

da homossexualidade e das crianças

Miguel Sousa Tavares, num artigo do Público sobre recentes declarações de Luís Vilas Boas, em relação à possibilidade de adopção de crianças por parte de homossexuais, argumentou que é melhor as crianças serem educadas por uma mãe e por um pai..

O argumento deriva do princípio de que, se uma prática é “natural”, ou seja, se é válida para animais que não vivem em cativeiro, então é moralmente aceitável (!).

A posição contra a adopção de criancas por parte dos homossexuais advém de que, se uma prática não é natural, então não é moralmente aceitável.

Perplexidade: como definimos a “orientação moral” e a “naturalidade” na escala de valores, mais, como construímos a escala de valores?

Pela maioria que foi educada por pai e mãe?

Pelos que avaliam a estabilidade emocional dos “pais” homossexuais?

Quantos pais heterossexuais emocionalmente instáveis são avaliados para sabermos se têm condições para educar as suas crianças?

Era capaz de resultar interessante um levantamento sobre isto.

Perplexidade: uma criança pode começar a sentir-se atraída por pessoas do mesmo sexo por ter sido educada por homossexuais?

Não tenho uma posição definitiva sobre o assunto, mas, de todo o modo, há sempre a teoria das probabilidades!

Apeteceu-me!

Eu mudava a inscrição para: “Segue o teu instinto!

CeBIT

Ao longo da semana, e na medida do possível, vou tentar reproduzir as minhas impressões sobre a Cebit deste ano.

Tivemos muita tecnologia no Bluetooth, Wi-Fi, e no GSM, claro.

Fiquei impressionado com as novidades com 1 megapixel, em particular com o Nokia 7610, que tem um software semelhante ao da Kodak, mas super divertido e dinâmico.

E chama-se Lifeblog!

Dedicado a M

«In Your Eyes» – Peter Gabriel

love I get so lost, sometimes

days pass and this emptiness fills my heart

when I want to run away

I drive off in my car

but whichever way I go

I come back to the place you are

all my instincts, they return

and the grand facade, so soon will burn

without a noise, without my pride

I reach out from the inside

in your eyes

the light the heat

in your eyes

I am complete

in your eyes

I see the doorway to a thousand churches

in your eyes

the resolution of all the fruitless searches

in your eyes

I see the light and the heat

in your eyes

oh, I want to be that complete

I want to touch the light

the heat I see in your eyes

love, I don’t like to see so much pain

so much wasted and this moment keeps slipping away

I get so tired of working so hard for our survival

I look to the time with you to keep me awake and alive

and all my instincts, they return

and the grand facade, so soon will burn

without a noise, without my pride

I reach out from the inside

in your eyes

the light the heat

in your eyes

I am complete

in your eyes

I see the doorway to a thousand churches

in your eyes

the resolution of all the fruitless searches

in your eyes

I see the light and the heat

in your eyes

oh, I want to be that complete

I want to touch the light,

the heat I see in your eyes

in your eyes

Luminescente em estado puro!

Jan Garbarek e Ebehrard Weber vêm ao CCB em Maio!

No meio de tanta rockalhada que está anunciada, aqui está um fresco que vale a pena contemplar!

Desta vez sem o Hilliard Ensemble, que encheu de magia o Mosteiro dos Jerónimos, apesar daquela gélida noite de verão!

Venha de lá esse sax tenor!

O que é que se está a passar?

Apesar da excelente promoção, os Bloscares serão para levar a sério?

What is the point?

Os terroristas são seres humanos!

Li ontem um artigo no DN, que cita Mário Soares:

«A estratégia de Bush para combater o terrorismo está errada», acusou, como o «provam os dois campos de treino de terroristas que são hoje o Afeganistão e o Iraque».

– Pois! Antes do Bush ser presidente não havia terroristas!!

E voltou a defender que «a força militar é necessária, mas não é suficiente. Não é com bombas que vamos impor a democracia».

A via que defende, já muito criticada mas que reiterou, passa por canais de diálogo com a Al-Qaeda.

E lembrou que os próprios americanos começaram por bombardear Kadhafi para depois negociar com ele. E que também Blair admite este caminho.

Mas, desta vez, Soares esclareceu o que entende por negociar: «Não é sentarem-se todos em volta de uma mesa. Começa por conhecer o adversário». Ou seja, «investigar as ligações da Al-Qaeda ao submundo do crime e encontrar pessoas que saibam o que eles querem fazer». Dessa forma «podemos saber muita coisa sobre o que temos pela frente». Quanto a negociar «não sabemos ainda com quem, como, quando». Mas «temos de fazer uma aproximação» para estarmos preparados.

E esta via é possível porque «os terroristas não são marcianos, são seres humanos como todos nós, não são desprovidos de racionalidade, estão organizados, não são miseráveis, estão armados, vivem bem, muitos foram formados em universidades norte-americanas».

Bom! Aqui é que que eu começo a desconfiar da sanidade mental do homem.!

Então, a seguir ao 11 de Setembro e ao 11 de Março, além de pôr a funcionar os mecanismos da democracia e sujeitar os responsáveis pelos atentados à justiça internacional, vamos adoptar a postura sociológica de tentar compreender as motivações deles – e talvez concluir que os líderes dessas organizações tiveram uma infância difícil?

Perguntar-lhes: Eh! pá?, mas porque é que vocês fazem essas coisas?!

Haverá alguém que possua o nível de informação que os americanos têm sobre os terroristas?

Não! E no entanto, foi o que o mundo inteiro viu!

Depois de vermos imagens como as que foram mostradas sobre Madrid, o que há a estudar sobre eles?Conhecer o adversário?

Vamos escalavrar essa corja ou antes extirpá-los?