Archive for February, 2004

Em Noite de Óscares…



Burt Glinn, Magnum – Nova Iorque,1950

Joe FERRER beija Gloria SWANSON durante a Cerimónia de Entrega dos Óscares, que estava a ser transmitida pela rádio a partir de Hollywood.

Swanson, nomeada por “Sunset Boulevard” perdeu.

Ferrer ganhou um Óscar por “Stalag 17.”

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«Mensagem» de Fernando Pessoa

2º Parte – Mar Português

POSSESSIO MARIS

I – O INFANTE

Deus quer, o homem sonha, a obra nasce.

Deus quis que a terra fosse toda uma,

Que o mar unisse, já não separasse.

Sagrou-te, e foste desvendando a espuma.

E a orla branca foi de ilha em continente,

Clareou, correndo, até ao fim do mundo,

E viu-se a terra inteira, de repente,

Surgir, redonda, do azul profundo.

Quem te sagrou criou-te português.

Do mar e nós em ti nos deu sinal.

Cumpriu-se o Mar, e o Império se desfez.

Senhor, falta cumprir-se Portugal!

II – HORIZONTE

Ó mar anterior a nós, teus medos

Tinham coral e praias e arvoredos.

Desvendadas a noite e a cerração,

As tormentas passadas e o mistério,

Abria em flor o Longe, e o Sul sidério

‘Splendia sobre as naus da iniciação.

Linha severa da longínqua costa –

Quando a nau se aproxima ergue-se a encosta

Em árvores onde o Longe nada tinha;

Mais perto, abre-se a terra em sons e cores:

E, no desembarcar, há aves, flores,

Onde era só, de longe a abstracta linha.

O sonho é ver as formas invisíveis

Da distância imprecisa, e, com sensíveis

Movimentos da esp’rança e da vontade,

Buscar na linha fria do horizonte

A árvore, a praia, a flor, a ave, a fonte –

Os beijos merecidos da Verdade.

III – PADRÃO

O esforço é grande e o homem é pequeno.

Eu, Diogo Cão, navegador, deixei

Este padrão ao pé do areal moreno

E para diante naveguei.

A alma é divina e a obra é imperfeita.

Este padrão sinala ao vento e aos céus

Que, da obra ousada, é minha a parte feita:

O por-fazer é só com Deus.

E ao imenso e possível oceano

Ensinam estas Quinas, que aqui vês,

Que o mar com fim será grego ou romano:

O mar sem fim é português.

E a Cruz ao alto diz que o que me há na alma

E faz a febre em mim de navegar

Só encontrará de Deus na eterna calma

O porto sempre por achar.

IV – O MOSTRENGO

O mostrengo que está no fim do mar

Na noite de breu ergueu-se a voar;

À roda da nau voou três vezes,

Voou três vezes a chiar,

E disse: «Quem é que ousou entrar

Nas minhas cavernas que não desvendo,

Meus tectos negros do fim do mundo?»

E o homem do leme disse, tremendo:

«EI-Rei D. João Segundo!»

«De quem são as velas onde me roço?

De quem as quilhas que vejo e ouço?»

Disse o mostrengo, e rodou três vezes,

Três vezes rodou imundo e grosso,

«Quem vem poder o que só eu posso,

Que moro onde nunca ninguém me visse

E escorro os medos do mar sem fundo?»

E o homem do leme tremeu, e disse:

«EI-Rei D. João Segundo!»

Três vezes do leme as mãos ergueu,

Três vezes ao leme as reprendeu,

E disse no fim de tremer três vezes:

«Aqui ao leme sou mais do que eu:

Sou um Povo que quer o mar que é teu;

E mais que o mostrengo, que me a alma teme

E roda nas trevas do fim do mundo,

Manda a vontade que me ata ao leme,

De El-Rei D. João Segundo!»

Imagem do Dia: Vale Kasei

Esta imagem do denominado vale Kasei foi obtida pela câmara de alta-resolução da sonda Mars Express que se encontra, neste momento, a orbitar o planeta Marte.

Obtida a partir de uma altitude de 272 km, esta imagem cobre cerca de 130 km de largura.

Nela são visíveis rastos de sedimentos, em tons escuros na imagem, provavelmente deixados para trás devido a glaciares ou a fluxos de água ocorridos há muitos anos atrás.

Os traços claros visíveis na direcção Nordeste-Sudoeste (Norte é em cima) são devidos a ventos.

Esta imagem tem um interesse particular devido aos inúmeros detalhes que apresenta acerca da história da erosão na superfície marciana.

"You are my friends, and the greatest love a person can have for his friends is to give his life for them"



24-02-2004

REUTERS/Chip East

Um protestante exibe um abaixo assinado por aproximadamente três dúzias de judeus reunidos em frente a um cinema em Times Square

Isto a propósito da estreia de ontem do filme de Mel Gibson “A Paixão de Cristo”, que eles não viram.

Estes tipos nem sequer conhecem a sua própria história, quanto mais aspirarem a ser iluminados (pelo que já li sobre o filme), por uma obra – talvez a maior de Gibson!

Felizmente que em Portugal não teremos o filme dobrado e poderemos assistir ao ressuscitar do “Arameu” ( acho que é assim que se diz)!

Fica a mensagem do realizador:

“My ultimate hope is that this story’s message of tremendous courage and sacrifice might inspire tolerance, love and forgiveness. We’re definitely in need of those things in today’s world.”

Sem dúvida!

Fantas…

… e até era para estar esta semana no Porto!

Quem puder, aproveite!

“H” de Lee Jong-Hyuk (Coreia do Sul)

15:30 – 2004/02/27 – Rivoli – Grande Auditório


Um thriller com pitadas de “Seven” e “O Silêncio dos Inocentes”.

“H” conta a história de um assassino em série cujos crimes se assemelham aos de um prisioneiro no corredor da morte. Mas, isto é só o início…

Albeeerto, atende o telefone!



Pensei antes de aceder ao pedido de uma pessoa amiga, no sentido de tentar ajudar…

Não sei se faço mal, mas o meu espírito altruísta diz-me que devo publicar.

Se fui mal interpretado, olhem… paciência!

PS: se alguém conhecer o Alberto, deixe mensagem.

Obrigado!

Borboleta termina o processo de metamorfose

A Colômbia cria e exporta pelo menos 1000 larvas de borboleta por mês como um novo tipo de presente para aniversários, casamentos e outros acontecimento um pouco por todo o mundo.

Palmira, Província de Valle del Cauca, 15 de janeiro de 2004.

REUTERS/Eduardo Munoz