non so che March 29, 2007
Posted by António Branco Almeida in O que há em mim é sobretudo cansaço.1 comment so far
Tenho andado arredado da bloga, por isso vou utilizando os filtros. Com surpresa constatei a nomeação do Luminescências para os BLOGUES PORTUGUESES DE CULTURA, integrado no 1º ENCONTRO NACIONAL DE BLOGUES DE CINEMA E DE CULTURA do FAMAFEST 2007 – IX Festival de Vídeo e Cinema de Famalicão.
Só por generosidade dos bloggers que votaram, obviamente. O que aqui publico, reflete unicamente a minha sensibilidade pessoal; Com algum despudor, diria que, episodicamente, partilho a minha visão estética sobre as coisas.
CeBIT 2007 March 22, 2007
Posted by António Branco Almeida in CeBIT.add a comment
Não sei quanto é que estes senhores investem para estar presentes na CeBIT todos os anos mas, a avaliar pela imagem, não é difícil perceber que não devem estar muito preocupados com os 5 milhões de euros que pagam ao arquitecto, só para conceber este fabuloso espaço .
E qual será para estes e estes senhores o retorno expectável do financiamento na promoção desta triste representação da “portuguese technology”?
Razão (antes de tempo) tem este senhor, quando diz que assim não vamos lá…
Paco de Lucia – Entre dos aguas (1976) March 16, 2007
Posted by António Branco Almeida in YouTube.add a comment
Pessoalmente, prefiro a versão acústica incluida na compilação Cafe del Mar, com acordes menos “acelerados” que esta. Bom fim de semana.
«luminescências poéticas» March 14, 2007
Posted by António Branco Almeida in Exposições, Pintura.add a comment
Na Livraria Caixotim, até ao fim do mês.
Jon and Vangelis – I`ll Find My Way Home March 13, 2007
Posted by António Branco Almeida in YouTube.add a comment
You ask me where to begin
Am I so lost in my sin
You ask me where did I fall
I’ll say I can’t tell you when
But if my spirit is lost
How will I find what is near
Don’t question I’m not alone
Somehow I’ll find my way home
My sun shall rise in the east
So shall my heart be at peace
And if you’re asking me when
I’ll say it starts at the end
You know your will to be free
Is matched with love secretly
And talk will alter your prayer
Somehow you’ll find you are there
Your friend is close by your side
And speaks in far ancient tongue
A season’s wish will come true
All seasons begin with you
One world we all come from
One world we melt into one
Just hold my hand and we’re there
Somehow we’re going somewhere
Somehow we’re going somewhere
You ask me where to begin
Am I so lost in my sin
You ask me where did I fall
I’ll say I can’t tell you when
But if my spirit is strong
I know it can’t be long
No questions I’m not alone
Somehow I’ll find my way home…
Paula Rego – Vanitas March 12, 2007
Posted by António Branco Almeida in Paula Rego, Pintura.add a comment
No centro do seu tríptico, de braços cruzados, entre retrato em majestade e realístico auto-retrato, Paula Rego preside à cerimónia da vida entre sono onde a morte se esquece e vida que de olhos bem abertos parece disposta a “matar a morte”, como Shakespeare ousou escrever. Como se a antiga panóplia das vanitas cristãs já não tivesse o poder de nos reenviar ao nosso antigo nada. É nas nossas mãos que está a folclórica foice, sem a sombra temerosa de Goya, rodeada de todos os brinquedos do nosso divertimento, indiferente ao Tempo e à sua música mortal. Como se esta humana assumpção da Morte encarnasse agora a universal indiferença com que a vivemos e já não fosse a musa suprema instalada no nosso coração no lugar de Deus, lembrando-o. Não é uma vanitas, máscara de Deus ou da sua ausência, por isso sumptuosa.
É a nossa, contemporânea-ascética, quase infantil. Talvez só agora nossa verdadeira morte. Quer dizer, vida sem transcendência.
Tom Tom Club – Genius Of Love March 11, 2007
Posted by António Branco Almeida in YouTube.add a comment
enfaticamente retórico – I March 9, 2007
Posted by António Branco Almeida in Luis Royo, Mundo Pessoa.add a comment
Quantos anos foi de vida!
Ah, quanto do meu passado
Foi só a vida mentida
De um futuro imaginado!
Aqui à beira do rio
Sossego sem ter razão.
Este seu correr vazio
Figura, anónimo e frio,
A vida vivida em vão.
A sp’rança que pouco alcança!
Que desejo vale o ensejo?
E uma bola de criança
Sobe mais que a minha sp’rança
Rola mais que o meu desejo.
Ondas do rio, tão leves
Que não sois ondas sequer,
Horas, dias, anos, breves
Passam – verduras ou neves
Que o mesmo sol faz morrer.
Gastei tudo que não tinha
Sou mais velho do que sou.
A ilusão, que me mantinha,
Só no palco era rainha:
Despiu-se, e o reino acabou.
Leve som das águas lentas,
Gulosas da margem ida,
Que lembranças sonolentas
De esperanças nevoentas!
Que sonhos o sonho e a vida!
Que fiz de mim? Encontrei-me
Quando estava já perdido.
Impaciente deixei-me
Como a um louco que teime
No que lhe foi desmentido.
Som morto das águas mansas
Que correm por ter que ser,
Leva não só as lembranças,
Mas as mortas esperanças –
Mortas, porque hão-de morrer.
Sou já o morto futuro.
Só um sonho me liga a mim –
O sonho atrasado e obscuro
Do que eu devera ser – muro
Do meu deserto jardim.
Ondas passadas, levai-me
Para o olvido do mar!
Ao que não serei legai-me,
Que cerquei com um andaime
A casa por fabricar.
desenho de Luis Royo
dwarf planet, or the hammer of god March 7, 2007
Posted by António Branco Almeida in perscrutando o infinito....add a comment
Eclipse March 4, 2007
Posted by António Branco Almeida in Fotografia.add a comment
Quem tem andado parcialmente eclipsado sou eu, mas isso agora não interessa.
Depois de os meus amigos me terem proporcionado o dia que eu mereço – todos gostamos de mimo, de quando em vez e hoje soube muito bem obrigado -, estávamos nas despedidas quando um de nós olha para cima e nos faz ficar literalmente pendurados no tecto!
Tinha-me esquecido completamente do único eclipse lunar total visível este ano na Europa! Imperdoável.
Impunha-se por isso vir num pulinho deixar testemunho do fenómeno.
Agora, vou continuar a minha viagem pela sombra terrestre, até já.










