jump to navigation

Movimentos Perpétuos… December 27, 2006

Posted by António Branco Almeida in Jazz.
add a comment

… Ou quando o todo não é o somatório das partes, antes, cada movimento é por si só um evento único.

Se tivesse de escolher um, elegeria o terceiro movimento (uma clara reminiscência do Concerto de Colónia).
Este emocionante exercício improvisado de puro lirismo pode ouvir-se aqui, na primeira parte do concerto, ao minuto 20.
Espantoso como há quem não acredite em orgasmos internos!

O sétimo movimento – integrado na segunda parte do concerto e que pode ouvir-se no programa Um Toque de Jazz, a transmitir no próximo domingo na Antena 2 às 23:00, com apresentação de Manuel Jorge Veloso – gera uma dúvida sobre o termo terapia: se o devemos aplicar a esta obra de arte, se a nós, que precisamos de tratamento depois de a ouvir…

Postais de Natal – Porto December 23, 2006

Posted by António Branco Almeida in Fotografia.
add a comment

Postais de Natal – Lisboa December 23, 2006

Posted by António Branco Almeida in Fotografia, Postais de Lisboa.
add a comment
Terreiro do Paço

Praça do Município

Fedra, no aniversário de Racine December 22, 2006

Posted by António Branco Almeida in Camões, Teatro.
add a comment


Fiou se o coração, de muito isento,
de si cuidando mal, que tomaria
tão ilícito amor tal ousadia,
tal modo nunca visto de tormento.

Mas os olhos pintaram tão a tento
outros que visto tem na fantasia,
que a razão, temerosa do que via,
fugiu, deixando o campo ao pensamento.

Ó Hipólito casto, que, de jeito,
de Fedra, tua madrasta, foste amado,
que não sabia ter nenhum respeito:

em mim vingou o amor teu casto peito;
mas está desse agravo tão vingado,
que se arrepende já do que tem feito.

Soneto de Luis de Camões

Escrita por Racine (1639-1699) a partir do texto clássico de Eurípedes, Fedra, rainha de Atenas e mulher de Teseu, apaixona-se por Hipólito, seu enteado.
Imaginando o marido morto, Fedra declara-se a Hipólito que, por a rejeitar, é acusado de violação; Acaba por sacrificar-se a si própria, pela forma como idealiza uma paixão não concretizada.

Sobe aos palcos:
No Teatro Municipal de Almada, de 28 de Dezembro a 28 de Janeiro.

No Teatro Municipal Maria Matos, de 11 de Janeiro a 18 de Fevereiro.

Esboços Pessoanos – V December 21, 2006

Posted by António Branco Almeida in Poesia.
add a comment

Carta para Paris

Tenho andado a pensar,
meu caro Mário,
por que será que os poetas
sempre morreram
e ainda morrem
de cirrose, overdose, tuberculose
e outras formas de suicídio programado!

O inconformismo e a luta
dão-lhes uma vida filha da puta
(desgaste de energia
sem fim!).

Por isso não se pergunte
aos poetas da poesia
mas aos políticos da orgia
por que morrem assim?…

poema de Joaquim Evónio,
desenho de José Jorge Soares

Esboços Pessoanos – IV December 20, 2006

Posted by António Branco Almeida in Mundo Pessoa, Poesia.
add a comment

Expectância

Expectante,
a vida não vive em mim.

Brota,
fera à solta, lá fora!
Mas hei-de encontrar a hora,
o instante certo,
para trocar o sofrimento
por um amor ao vento,
beijo breve e leve
e sempre
incerto!

poema de Joaquim Evónio,
desenho de José Jorge Soares

Esboços Pessoanos – III December 18, 2006

Posted by António Branco Almeida in Poesia.
add a comment


Ofélia

Eu sei!
O mundo fala de mim
sem entender
que o amor é,
ao mesmo tempo,
casto e sensual…

Um dia, alguém julgará o meu ardor
pois
o que a minha alma
mais deseja e quer
é o calor suave
do teu suave
corpo de mulher!

poema de Joaquim Evónio,
desenho de José Jorge Soares

Esboços Pessoanos – II December 17, 2006

Posted by António Branco Almeida in Poesia.
add a comment

Heteromorfia

Para enfrentar
a náusea de viver
há que partir o espelho.

E cada vidro
reflecte o outro lado
aonde habita o sonho.
Desliza pela imagem dos destinos
o prisma do poema!…

poema de Joaquim Evónio,
desenho de José Jorge Soares

Esboços Pessoanos – I December 16, 2006

Posted by António Branco Almeida in Poesia.
add a comment


Extractos de solidão

Uma garrafa, um copo,
meu amigo:
Apenas o tinteiro.

De olhos mudos,
molho a minha pena,
(as minhas penas,
tristezas de ocasião)
para poder trocar contigo
fragmentos de solidão!

poema de Joaquim Evónio,
desenho de José Jorge Soares

José Bento December 13, 2006

Posted by António Branco Almeida in José Bento, Leituras, Poesia.
add a comment

Na última vez que nos cruzámos, José Bento confessava que dificilmente voltaria a Dom Quixote.
Traduzir uma obra destas, mais que hercúlea, é uma tarefa impossível; sempre que lhe pegasse, alteraria qualquer coisa

Seis meses depois, é com grande satisfação que recebo a notícia da atribuição do Prémio Luso-Espanhol de Arte e Cultura ao roncinante amigo.

Como pequena homenagem, ficam os links para alguns poemas de José Bento publicados no Luminescências:
Este mar me detém, mas nunca saberei…
Como diluir as estrias que traem tua idade…
Para Botticelli
Porque o Fim de um Caminho…

Sobre as duas traduções de Don Quijote de la Mancha, escreveu João Dionísio da Universidade de Lisboa:

Em síntese, as duas traduções parecem orientar-se de modo bastante diferenciado nas duas facetas observadas. Quanto ao Quixote de 1605, o texto de que parte a tradução de Serras Pereira será talvez mais inovador e o de José Bento possivelmente mais conservador. Quanto ao código bibliográfico, a roupagem da tradução Serras Pereira quer dar a entender que estamos perante um documento com certificado de origem, ou de uma certa origem; a da tradução José Bento sugere um texto com certificado de destino.