Entre velhos amigos June 29, 2006
Posted by António Branco Almeida in Pintura, Poesia.add a comment
Outono Inglês
Não para ver a luz que dos céus desce,
incerta nestes campos,
mas por ver a luz que, do escuro centro da terra,
às folhas sobe e abrasa.
Não saí para ver a luz do céu
mas a luz que das árvores nasce.
Hoje o que meus olhos vêem
não é uma cor que a cada instante sua beleza muda
e agora é tocha de ouro,
voraz incêndio, fumarada de cobre,
onda mansa de cinza.
Hoje o que os meus olhos vêem
é a profunda mudança da vida na morte.
Este esplendor tranquilo
é o acabamento digno de uma perfeita criação,
ainda mais se se descobre
a consumpção dolorosa dos homens,
apenas semelhantes em sua funda solidão,
mas com sofrimento e sem beleza.
O homem bem queria que sua morte
não carecesse de certeza alguma
e assim reflectiria em seu sorriso,
como o campo esta tarde,
uma tranquila espera.
(Beleza do dorminte
que imperceptível o mundo peito agita
para se erguer depois com maior vida;
como na primavera as águas do campo.)
Como na primavera…?
Não é o que vejo, então, perturbação da morte,
mas o sonhar da árvore, que despe
sua fronte de folhagem,
e assim cristalina penetra a funda noite
que lhe dará mais vida.
É lei fatal do mundo
que toda a vida acabe em podridão,
e a árvore morrerá, sem nenhum esplendor,
pois o raio, o machado ou a velhice
hão-de abatê-la para sempre.
Na simulada morte que contemplo
tudo é beleza:
o estertor fatigado das aves,
a gritaria de uns cães velhos, a água
deste rio que não corre,
meu coração, mais pobre agora do que nunca,
porque mais ama a vida.
As asas gastas da noite vão caindo
sobre este vasto campo de cinza:
cheira a carniça humana.
A luz tornou-se negra, a terra é pó somente, chega um vento
muito frio.
Se fosse morte verdadeira a deste bosque de ouro
só haveria dor
se um homem contemplasse a queda.
E chorei a perda do mundo
ao sentir em meus ombros e nos ramos
do bosque duradouro
o peso de uma mesma escuridão.
poema de Francisco Brines
Palabras a la Oscuridad (1966)
in Ensayo de una despedida – Antologia (1960-1986)
O direito do mais forte à liberdade June 28, 2006
Posted by António Branco Almeida in Uncategorized.add a comment
Os corpos de duas meninas, desaparecidas na madrugada de 10 de Junho em Liège, foram esta quarta-feira encontrados pelas autoridades na cidade, a vinte metros um do outro, anunciaram as televisões belgas.
Não peço desculpa por não conceber que numa qualquer sociedade dita civilizada, as pequenitas Stacy Lemmens e Nathalie Mahy, possam ser asssassinadas, os seus carrascos cumprirem uns anitos de pena e continuarem as suas vidinhas.
Com casos como o de Marc Dutroux, a Europa demonstrou até que ponto Justiça e Liberdade podem ser conceitos antagónicos.
Até quando?
Los Comediants June 27, 2006
Posted by António Branco Almeida in Uncategorized.add a comment
Imagino que provar do próprio veneno não deve dar saúde a ninguém…
Menosprezar um dos melhores jogadores do mundo pode mesmo ser fatal!
Et pour cause, a armada espanhola vai para casa com 3 pommes de terre…
E no sábado, claro está, vão torcer pelos hermanos lusos.. não?!
Portugal nos quartos de final do Campeonato do Mundo June 26, 2006
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Eu sei que hoje é dia de Selecção Nacional, mas… June 25, 2006
Posted by António Branco Almeida in Mundo Sporting.add a comment
Retratos do Trabalho – Mexilhoeira da Carregação June 23, 2006
Posted by António Branco Almeida in Uncategorized.2 comments
ao encontro do criador June 23, 2006
Posted by António Branco Almeida in Uncategorized.add a comment
Neste início de verão, com as temperaturas a subir e o Mundial de Futebol a começar a ferver, A Bedeteca oferece uma proposta que é uma verdadeira brisa, ao abrir os jardins para a 4º Feira Laica, a maior Feira de Fanzines e Edições Independentes que se realiza em Portugal.
A oferta é completada com discos em 2ª mão, artesanato urbano, animação infantil e… petiscos.
Mais detalhes, no recém-chegado e altamente recomendável Imprensa Canalha
Fim-de-semana cultural June 22, 2006
Posted by António Branco Almeida in Artes, Pablo Picasso.add a comment
El Museo Nacional del Prado y el Museo Nacional Centro de Arte Reina Sofía conmemorarán el 25 aniversario de la llegada del Guernica a España presentando la exposición Picasso.
Tradición y Vanguardia en un año en que también se conmemoran los 125 años del nacimiento del artista.
Para evitar as intermináveis filas de acesso à Exposição, a compra antecipada de entradas na página do El Corte Ingléz será uma boa opção.
Até 3 de Setembro.
Ao fim da tarde, em Lisboa afinal June 20, 2006
Posted by António Branco Almeida in Fotografia, Lisboa, Poesia.add a comment
Não és mais que a brisa ali
Se eu te olho e tu me olhas,
Quem primeiro é que sorri?
O primeiro a sorrir ri.
Para fins de não olhar
Para onde nas folhas sente
O som do vento a passar
Tudo é vento e disfarçar.
Onde não olha, voltou
E estamos os dois falando
O que se não conversou
Isto acaba ou começou?
ser apanhado a fumar não me preocupa June 20, 2006
Posted by António Branco Almeida in Uncategorized.add a comment
O medo de ser apanhado a fumar não me preocupa.
A não ser que esteja num espaço com mesas distantes entre si o suficiente para não incomodar ninguém, em regra e por uma questão de educação, evito fumar no restaurante.
Agora, se puserem um catrapázio à porta, então perdem um cliente.
Preocupa-me reacção hipócrita da Confederação Portuguesa para a Prevenção do Tabagismo, que considerou a proposta um grande contributo para a saúde geral dos não fumadores, leia-se nós estamo-nos cagando para a saúde dos fumadores!
As advertências contra o fumo do tabaco, combinadas com imagens dos problemas de saúde associados ao seu consumo, afectarão unicamente os maços de cigarros, num acto de grande generosidade para com as embalagens de cigarrilhas e charutos.
Percebe-se a compl€xidad€…










nas margens da pequena vila piscatória junto ao Rio Arade, 








